Minha mãe tinha 68 anos, não fumava, não bebia, tinha uma alimentação saudável e uma arritimia que estava sendo tratada com medicações indicadas pela cardiologista. Uma semana antes da sua morte tivemos uma consulta, o eletro estava perfeito, pressão perfeita, inclusive naquele momento ela não estava com arritimia. Três dias após a consulta ela teve que ser hospitalizada as pressas com uma angina, a mesma foi controlada e a médica disse que ela teria que fazer um cateterismo, quando ela estava levantando para irmos para o hospital fazê-lo, ela teve um infarto do miocardio fulminante matando-a em pouquíssimo tempo (ela passaou mal no sábado e o cateterismo iria ser feito na quarta feira seguinte, ou seja, três dias após ter tido a angina. A minha pergunta é a seguinte, como que na quarta feira de uma semana a pessoa recebe um diagnóstico de que está bem e na quarta feira seguinte morre de infarto fulminante (antes da angina ela fez bastante esforço físico, pois estava com pedreiro em casa), isso pode ter causado ou acelerado este quadro? Sei que nada vai trazê-la de volta, mas gostaria muito de entender o que aconteceu. Obrigada.
Sua dúvida é extremamente importante e com certeza muitas pessoas a fazem com frequência. Vou tentar resumir. Para que um infarto do miocárdio aconteça é preciso que uma placa de colesterol localizada dentro de uma artéria do coração (coronárias) obstrua subitamente. Para que isso ocorra , essa placa precisa romper (quase que o mesmo que rasgar), liberando para a circulação sanguínea várias substâncias as quais vão acelerar a coagulação do sangue naquele local, formando assim um coágulo de sangue, que vai então entupir a artéria toralmente. Isso é o infarto. Tudo isso acontece de repente, mesmo que uma semana antes todos os exames estavam normais (pois naquele momento as placas de colesterol estavam quietas, sem risco de rompimento). É bem provável que sua mãe ao fazer esforços tenha tido um pico de pressão alta, e então com essa pressào aumentada no coração alguma placa de colesterol, simplesmente rompeu! Por isso é tão importante o controle da hipertensão arterial, assim como do diabetes, dos níveis de colesterol e triglicérides, como tb parar de fumar. Todos esses fatores estimulam o crescimento e rotura das placas.
Boa noite a questão que quero colocar não se refere a mim mas a uma senhora de família com aproximadamente 50 anos de idade que tem antecedentes familiares de doença cardíaca.Esta noite teve um episódio de dor constritiva na região toracica ao nível do coração com irradiação para as costas, acompanhada de dispneia, náuseas,hipertensão arterial (o que não é frequente).A minha dúvida é se estes sintomas podem estar associados ao refluxo gastroesofágico que a senhora apresenta habitualmente ou se, por outro lado, este problema pode condicionar doença cardíaca,sendo que o ECG estava normal, o Rx ao tórax não apresentava alterações, bem como as análises bioquimicas e hematológicas (apresentava alteração da glicémia-207mgdl após a ingestão de alimentos açucarados)?Não fazemos diagnóstico pelo site, pois para tanto tem-se que ver o paciente. Entretanto, qualquer dor entre o abdome superior e o tórax pode ser devido a um quadro de angina do peito por exemplo, que pode inclusive ser confundido com refluxo. Em uma situação como vc mencionou o ideal é levar a pessoa a um pronto-socorro. O fato do ECG está normal, tb não afasta um quadro de angina, pois existem os casos de infarto sem alteração de ECG. é preciso fazer exames como troponina e outras enzimas cardíacas. Agora, já passado o evnto, o melhor é procurar um cardiologista para fazer todos os exames com essa finalidade diagnóstica.