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Doenças

Riscos ao coração do fumante passivo

Os malefícios que o cigarro causa ao fumante passivo ultrapassam a barreira apenas do incômodo e estão implicados de forma direta no desenvolvimento de doenças graves que podem levar à morte. O tabagismo é considerado um problema de saúde pública e representa prioridade no século XXI.

Um em cada 10 adultos no mundo morre por causa do tabaco, o que significa mais de 5.000.000 de pessoas por ano, sendo 1.000.000 na América Latina.

De acordo com a Associação Americana do Coração, aproximadamente 40.000 pessoas morrem ao ano por doenças do coração e dos vasos sanguíneos causadas pela fumaça do cigarro de outra pessoa. No Brasil, aproximadamente 25% da população é tabagista perfazendo um total de 35.000.000 de pessoas das quais 3.000.000 têm entre 10 e 19 anos.

O cigarro pode aumentar a pressão arterial e causar doença coronariana que se manifesta como angina (dor no peito), infarto, arritmias e morte súbita. Pode também determinar doenças em outros vasos que não os do coração. Nos vasos da perna pode causar trombose. Nos vasos que nutrem o cérebro pode determinar a dilatação destas artérias (aneurisma) e aumentar o risco de derrame cerebral em até 800%.

Os fumantes têm um risco três vezes maior de sofrer um infarto do miocárdio em relação a pessoas que nunca fumaram. Estudos recentes sugerem que o fumo passivo pode ser o primeiro passo para um evento cardiovascular agudo e, conforme publicado na revista British Medical Journal, o risco de doenças coronárias para fumantes passivos é entre 50% e 60% maior do que para quem não tem contato com a fumaça de cigarro. A taxa de infarto do coração em fumantes passivos é 24% maior em relação aos não-fumantes. Além do mais, fumantes passivos têm um risco 30% maior de câncer de pulmão, absorvem mais de 50 substâncias químicas e inalam muitas das toxinas que contaminam o fumante ativo.

Mas o que faz com que o cigarro seja tão consumido no mundo? Será a falta de informação a cerca dos seus malefícios? Ou será que a população como um todo ainda é muito “passiva” em relação a este hábito?

Para demonstrar os malefícios do tabaco no organismo e esclarecer a população sobre os danos que ele ocasiona, foi aprovado em 1986, pelo governo brasileiro, através da Lei Federal 7488, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. Entretanto, preços baixos, publicidade agressiva e políticas públicas inconsistentes de combate ao tabagismo fazem com que este hábito seja tão comum e difundido no nosso meio.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo com grandes avanços na luta contra o tabagismo, nenhum país aplica todas as medidas decisivas e efetivas para o seu controle, de forma que apenas 5% da população mundial está protegida por algum tipo de legislação.

Ter consciência dos riscos que o tabagismo acarreta a saúde pode melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas é o que ratifica a pesquisadora M. Maria Glymour, da Escola de Saúde Pública de Harvard.

Proibir o fumo em locais fechados através da criação e implementação de uma política agressiva de controle ao tabagismo pode ajudar a acabar de vez com os “fumódromos” e contribuir para diminuir os riscos à saúde cardiovascular da população como um todo. Sempre há benéficos com a interrupção do tabagismo! Após 20 minutos a pressão arterial, a freqüência de pulso e a temperatura das mãos e dos pés voltam ao normal e, dentro de 8h, há uma redução drástica do nível sanguíneo de monóxido de carbono com melhora significativa da oxigenação. Portanto, deixar totalmente de fumar ainda é e sempre será o melhor remédio e o caminho ideal para a melhoria da saúde cardiovascular de qualquer tabagista!



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