Ultrassom intravascular é uma tecnologia relativamente recente, que permite a visualização da anatomia vascular utilizando um transdutor miniaturizado, em um catéter bastante flexível. O catéter de ultrassom pode ser avançado dentro das estruturas vasculares tais como as artérias coronárias, artérias periféricas (braços, pernas, etc) e nas câmaras cardíacas. Tem particular utilidade na definição das características e forma da placa aterosclerótica, sua distribuição e extensão, guiando assim os procedimentos de angioplastia coronária. Permite ao médico visualizar com maior precisão como o stent foi implantado e se é necessário algum outro tipo de dilatação, para que a angioplastia fique perfeita.
O ultrassom intra-coronário é realizado pelo
médico hemodinamicista (cardiologista intervencionista), durante as angioplastias ou naqueles casos nos quais há dúvida sobre a gravidade das lesões obstrutivas. Por exemplo: às vezes o paciente faz um cateterismo e existe uma lesão moderada, entre 40 e 50%; lesão essa onde normalmente não se faria angioplastia. Mas o paciente tem dor no peito e o médico tem dúvida se aquela lesão mesmo sem ser tão grave, estaria causando problemas. O que acontece é que frequentemente, em casos dessa natureza a lesão é mais grave do que vemos apenas pela imagem gerada no cateterismo. O ultrassom é capaz então de ver a artéria por dentro, medindo o real grau de obstrução que está na parede do vaso. Em uma situação como essa, certamente a lesão seria mais grave do que os 40 ou 50%, e esse paciente, seria então submetido a uma angioplastia ou cirurgia cardíaca, dependendo do caso.
O primeiro ultrassom foi realizado no setor de Hemodinâmica do
Natal Hospital Center, pelas médicas
Maria Sanali e
Ludmilla Almeida no dia 28 de novembro de 2007.